segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Capitalismo Consciente - Muito Além do Lucro


Capitalismo Consciente 

- Muito Além do Lucro -


Por Dizy Ayala

O capitalismo consciente proposto pelo guru indiano Rajendra Sisodia é um movimento que propõe uma economia de mercado que visa o bem-estar e felicidade e não apenas o lucro. Ao oferecer um produto ou serviço, empresta-lhe um valor além do material.
   
   O capitalismo tradicional está focado no produto e no lucro como resultado enquanto que o capitalismo consciente visa a satisfação do cliente, inclusive em suas aspirações por colaborar com um mundo mais sustentável e obtém o lucro como consequência natural e não o objetivo fim.

   O paradoxo é que o fato de o capitalismo consciente não estar focado no lucro e sim em agregar valor para o cliente, meio ambiente e sociedade, tem obtido melhores resultados do que o sistema tradicional. Tendo em vista que a satisfação do cliente, nesse modelo, se dá sob um ponto de vista mais abrangente, cada vez mais pessoas estão interessadas em contribuir com um consumo consciente e estão aderindo às empresas que têm adotado essa prática.


        O capitalismo consciente se baseia em quatro pilares que são: propósito, cultura, liderança e público-chave.

Propósito - criar valores que vão além do lucro e que inspirem empresários, funcionários e também consumidores. Ex. Whole Foods, maior empresa de orgânicos do mundo tem o propósito de ensinar os consumidores a se alimentarem de forma mais saudável e com isso ter uma qualidade de vida melhor.

Cultura – engajar os membros da equipe e seus investidores, em uma relação de confiança. Ex. SouthWest, companhia aérea, tem na cultura da motivação, o incentivo ao plano de carreira dos funcionários alinhado às metas da empresa.

Liderança – buscar o que há de melhor nos funcionários, promovendo ações transformadoras que agregam valor para os consumidores e investidores. Ex. Patagonia, empresa de vestuário esportivo, prima por parceiros locais na produção de sua matéria-prima, o algodão, de forma sustentável e destina 10% do seu lucro para cooperativa de proteção do meio ambiente.

Público-chave – manter todos os envolvidos no negócio a par dos resultados para que estejam engajados. Ex. Grupo Pão de Açúcar, maior varejista brasileiro, entende que há “muito além do lucro”, nas palavras de seu diretor Abílio Diniz, e é preciso estar atento ao que acontece à sua volta e ter orgulho do que faz, agregando valores de bem-estar e felicidade às empresas e seus serviços.

No Brasil, o conceito de Capitalismo Consciente está constituído desde 2013, como um movimento que vem agregando lideranças conscientes e o fomento de empresas alinhadas com a proposta. Há também um incentivo ao ensino em universidades para preparar e formar profissionais para essa nova proposta, visão e missão.

       O novo sistema operacional para as empresas é centrado nas relações humanas. Com inspiração em Martin Luther King e Gandhi, apresenta o amor como valor para engajar as pessoas. Propõe um ambiente onde o amor e o respeito são o mais importante. Em uma empresa consciente, todos são importantes à sua maneira.

Dizy Ayala
Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana
Defensora dos Direitos dos Animais 
Formanda em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
Página no facebook
Ação pelos Direitos dos Animais  


2 comentários:

  1. Conheça mais sobre o capitalismo consciente pelo site www.capitalismoconscientebrasil.com e assista o TEDx sobre esse tema: https://www.youtube.com/watch?v=_UlZoxQuIzQ

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