quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Aprovado Projeto que Proíbe Testes com Animais em Porto Alegre


Aprovado Projeto que Proíbe Testes
 com Animais em Porto Alegre


Por Dizy Ayala
16/09/2015

A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, nesta quarta-feira (16/09) o Projeto que Proíbe Uso de Animais em Teste de Cosméticos do vereador Marcelo Sagarbossa.

Na terceira semana consecutiva em que se pretendia a votação, enfim o tema é levado à plenário e aprovado!

Foram 25 votos a favor e apenas dois contra, dos vereadores Reginaldo Pujol (DEM) e Nereu D'Avila (PDT).

A proposta do vereador Marcelo Sgarbossa (PT) e do Coletivo Cidade mais Humana foi elaborada em conjunto com o GAE Grupo Abolição ao Especismo, tendo sido protocolada em 23 de janeiro de 2014.
http://www.cidademaishumana.com.br/site/2014/01/projeto-proibe-uso-de-animais-em-testes-de-cosmeticos/

“O objetivo é garantir a efetiva proteção contra os maus tratos e o sofrimento dos animais, já que são efetivamente sujeitos de direitos”, explica o Sgarbossa.

Tendo em vista a relevância do tema para a causa animal, grupos como o Ação pelos Direitos dos Animais, protetores e ativistas independentes incentivaram e apoiaram sua aprovação, seja presencialmente ou pelas redes sociais. 
Material do grupo Ação pelos Direitos dos Animais foi compartilhado, da campanha Pare com os Testes em Animais, ativa desde abril de 2014.

Desde o caso do Instituto Royal, de 2013, o tema ganhou maior notoriedade e a partir de campanhas internacionais, como da Human Society International, aliadas à Declaração de Cambridge em 2012, em conjunto com ações educativas da palavra de especialistas como Sergio Greiff e Thales Trez, autores do livro A verdadeira Face da Experimentação Animal e trajetória de Róber Bachinsky, biomédico e pesquisador no Instituto John Hopkins, os movimentos de proteção engajaram-se ainda mais na promoção de informações.
Hoje 2/3 da população brasileira não quer mais os testes e já se empenha por fazer um consumo cruelty free (sem crueldade).

Que os bons ventos da mudança se afirmem e se propaguem. 
Já é tempo de abolir a exploração e crueldade com os animais. 
A ciência e tecnologia tiveram avanços significativos e já dispõe de métodos substitutivos.
A partir do uso de novos métodos, também se ganham novos mercados e se poupam vidas!
Todos saem ganhando!

Parabéns ao Vereador Marcelo Sagarbossa pela iniciativa, persistência e aprovação,
ao GAE, Grupo de Abolição ao Especismo pela assessoria no Projeto e a todos que torceram, participaram e fazem do seu dia-a-dia um ato de amor e defesa pelos animais.






http://zh.clicrbs.com.br/rs/porto-alegre/noticia/2015/09/aprovada-lei-que-proibe-uso-de-animais-em-testes-de-cosmeticos-em-porto-alegre-4849238.html

Leia também PESQUISAS SEM ANIMAIS: INCENTIVOS E DESAFIOCOM RÓBER BACHINSKI
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2015/01/pesquisas-sem-animais-incentivos-e.html
tema apresentado na Câmara Municipal de Porto Alegre, em janeiro de 2015, em presença do vereador Marcelo, Grupo GAE e Ação pelos Direitos dos Animais.

Algumas das ações cruelty-free do grupo Ação pelos Direitos dos Animais em

Dizy Ayala
Ação pelos Direitos dos Animais




Defensora e Ativista dos Direitos dos Animais, 

Formanda em Publicidade e Propaganda
Blogueira, Vegana.
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Ação pelos Direitos dos Animais  
dizyayala@gmail.com







sábado, 12 de setembro de 2015

Por uma Sociedade Sem Peles Animais


Por uma Sociedade Sem Peles Animais

Por Dizy Ayala
12 de setembro de 2015


Todos os dias milhares de animais são mortos por suas peles.
São martas, chinchilas, focas, raposas, coelhos, entre outros.

Alguns desses animais são selvagens e são caçados, porém não são abatidos a tiro.

As focas são mortas a pauladas, uma maneira cruel de manter a pele intacta.
A preferência, inclusive é pelos bebês, pois sua pele é bem branquinha.

Animais de mata, como raposas, guaxinins e linces são capturados pelas terríveis armadilhas que prendem e estraçalham suas patas numa morte lenta e dolorosa. Quando não são caçados por cães que são adestrados para esse fim. Também os cães sofrem ferimentos graves nessas caçadas.

Outros mamíferos são criados em cativeiro, em verdadeiras fábricas de peles. Os animais são criados em jaulas, sem jamais terem tido contato com seu habitat, e quando atingem seu grau de maturação são eletrocutados por via anal ou genital para serem abatidos e então esfolados.

No que diz respeito a coelhos, cães e gatos, muitas vezes, lhe são arrancados os pelos com o animal ainda vivo!

Esse método também é adotado pela atroz produção de travesseiros e edredons de penas de ganso e patos. Gansos e patos na indústria de penas são depenados quatro ou cinco vezes durante suas vidas curtas, duas a três vezes por ano! Durma-se com um barulho desses! Muitas dessas penas também são, absurdamente, utilizadas para adornos, como asas de anjo em cultos religiosos.

A mesma prática de depenar é utilizada para obter penas de diferentes espécies, como pavões, araras e papagaios para fabricação de fantasias, em festas da cultura popular, como o carnaval.

Quanto aos pêlos, muitos são utilizados, sordidamente, para a confecção de bichinhos de pelúcia!

A PETA sugere que aqueles que tenham qualquer pele em seu armário a entreguem à ONGs de proteção animal para que tenham um bom destino como, por exemplo, servir de forro de cama para animais em abrigos, e dessa forma assegurando que elas nunca voltarão ao mercado ou serão usadas por humanos novamente.

Outras recomendações, atenção:
No que diz respeito à lã, ovelhas podem sofrer negligência, fome e mutilações sangrentas. Tendo em vista que a extração da lã é apenas uma das funções na criação desses animais, seu fim será o abate para a produção de carne.

Na obtenção do couro de boi e vaca, não bastasse o sofrimento animal, o processamento desse couro é altamente tóxico fazendo uso de produtos químicos que contaminam solos e rios com a ação dos curtumes. São mais de 90 elementos, incluindo o cromo III.

Algumas empresas desenvolveram como opção o chamado couro ecológico, que diminuiu a quantidade de químicos na sua produção, só não conseguem mascarar o sacrifício animal, pois afinal, continua sendo couro animal.

Comprar jaquetas, bolsas e sapatos feitos de material sintético é uma atitude de respeito à 
natureza e uma forma de ajudar a poupar a vida de muitos animais.

Cobras, lagartos e crocodilos precisam das suas peles muito mais que qualquer pessoa precisa de um par de sapatos ou uma bolsa. Os animais de sangue frio sofrem tanto quanto os mamíferos quando são esfolados vivos por suas peles. Costumam ser espancados até a morte ou pregados a uma árvore para ter a sua pele descascada lentamente.

A partir do momento que se sabe sobre essas práticas, torna-se incompreensível a continuidade do consumo de peles animais por pessoas sensatas e minimamente compassivas.

Seja ético e use sintético! 
Saiba as marcas de calçados e acessórios em material sintético
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2016/04/marcas-de-calcados-e-acessorios-em.html

Há tantas opções de materiais vegetais!
Saiba mais em 
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2015/08/a-revolucao-do-couro-vegetal-e-as.html


Dizy Ayala


Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
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dizyayala@gmail.com


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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Entrevista de um veterinário vegano revela seu respeito por todos os animais

Entrevista de um veterinário vegano

revela seu respeito por todos os animais

Em uma entrevista concedida ao blog Vegans Are Cool, Randall conta suas perspectivas em relação aos animais. Randall Cannon é um veterinário vegano de Orlando, Flórida (EUA). 
1 – O que o inspirou a se tornar vegano?
Minha inspiração de me tornar vegano foram, sem sombra de dúvidas, os animais. Saúde e benefícios ambientais são consequência. Eu cresci numa família que caçava até eu completar 20 anos. Como a maioria das pessoas, eu olhava para os animais como uma fonte de prazer pessoal, tanto com relação ao sabor como para esportes. Quando eu entrei na Escola de Veterinária, eu já me importava com os animais, mas de uma maneira bem egoísta, olhando-os mais como uma propriedade do que como um ser dotado de alma – eu amava animais mais pela alegria que eles me traziam.
Eu fui treinado junto à indústria pecuária e tinha conhecimento pleno dos horrores que envolviam trazer os produtos de origem animal para a mesa. Eu era capaz de manter a minha cegueira e continuar a comer carne todos os dias por mais ou menos 10 a 12 anos durante a minha carreira. Entretanto, em algum lugar, no meio do caminho, meus pacientes mostravam-me continuamente que eles eram especiais, se não mais especiais que os humanos. Eles certamente tinham as almas puras. Eu comecei a olhar os animais como seres verdadeiros que mereciam toda a dignidade e direitos a serem dados pelos humanos. Eu gostava muito de bife – filé mignon era meu favorito. Depois de uma boa refeição, eu era sempre assombrado pela visão do olhar de uma vaca, o olhar de uma vaca inocente.
A hipocrisia de trabalhar todos os dias para salvar um cachorro ou um gato e chorar quando eu não os podia salvar, mas chegar em casa e comer um bife começou a me incomodar. Eu desisti de comer carne  a mais ou menos uns oito, nove anos atrás, mas eu continuei a comer peixe diariamente até há um ano atrás, quando eu finalmente admiti os horrores da indústria como um todo. Agora, eu percebo que eu não tenho o direito de usar os animais pelo seu sabor, moda, conveniência ou diversão, nem mesmo posso sentar-me em paz enquanto os animais sofrem abusos por humanos.
2 – Na sua opinião, como doutor, você vê sua dieta vegana como saudável?
Como alguém que teve uma educação médica, a despeito de veterinária, eu acredito de coração que uma dieta vegana seja uma escolha saudável para humanos. Eu não me tornei vegano pela saúde, mas por razões éticas. O bônus, para mim, é que a minha saúde melhorou e muito. Eu tenho 46 anos e eu não preciso mais de remédios para colesterol, estou no peso ideal e em boa forma. Quando eu consumia produtos animais, eu sofria de indigestão e frequentemente acordava no meio da noite para tomar antiácido, entretanto, desde que adotei o veganismo, o problema se resolveu. Eu encorajei pessoas a lerem o “The China Study” para que elas entendessem o quão ruim os produtos animais são para a nossa saúde. Eu olho para os meus amigos veganos e eu estou sempre espantado com a sua juventude, comparada com a população em geral.
3 – É bem estranho que não haja ainda mais veganos no mundo. Minha avaliação de que veterinários amam animais e não gostariam de vê-los sofrer no processo industrial está incorreta?
Eu acho estranho também. Como muitas pessoas, veterinários são capazes de usar vendas e ignorar o que eles sabem a respeito da indústria pecuária. Eu participo de um programa de educação continuada com aulas mensais e que ocorre num restaurante carnívoro. Eu sou o único vegetariano que pede comida vegana. Eu sento na mesa com veterinários envelhecidos e acima do peso e que pedem por bifes e raramente (…) um deles uma vez mesmo disse que queria que o bife mugisse quando batesse no seu prato. Eu não falo nada quando estou na mesa. Eu não os acuso de serem más pessoas, mas eu afirmo a hipocrisia do especismo (…), que nós trabalhamos o dia inteiro cuidando de cachorros e gatos, mas não damos a mínima para o gado, baleias, golfinhos em parques, animais de circo etc, entretanto eu mordo a minha língua e tento alcançá-los pelo coração. Eu espero que um dia os veterinários lutem pelos direitos dos animais, ao invés de defenderem instituições que nos doutrinam com noções de que é nosso direito usar os animais.
4 – Animais como cães e gatos podem ser veganos? Qual é a melhor dieta para nossos animais?
Eu acho que dietas veganas para animais são seguras para alimentar cachorros. Para gatos, sendo eles verdadeiros carnívoros que requerem proteína animal, é uma história bem diferente. Eu não tenho experiência pessoal com dietas veganas felinas, mas estou pesquisando sobre o assunto.
5 – Em adição ao seu trabalho veterinário, você também está envolvido com o movimento dos direitos animais. Você pode nos contar um pouco sobre os projetos que você está envolvido e sobre o que você está fazendo?
Desde o momento em que eu pude retirar minha venda e reconhecer os horrores da pecuária, comer uma dieta vegana não foi suficiente. Eu não posso sentar tranquilamente enquanto os animais nascem para viver um inferno e têm seus corpos cortados para nossos prazer, conveniência, moda e diversão. Eu ativamente tento mostrar às pessoas a realidade de suas escolhas e mostrar-lhes a hipocrisia de amar cachorros e gatos, mas participar da indústria pecuária. Eu estou certo que eu ofendi várias, mas eu sempre penso que é melhor ofende-las do que não apoiar os animais que não têm voz. Eu realmente não me importo se ofendi alguém que não se importa de maltratar animais inocentes das piores maneiras possíveis. Saia dessa e enfrente a realidade.
Eu também estou envolvido com grupos locais de direitos animais, como a ARFF e frequentemente participo de protestos em lojas de animais, circos, “Sea Worlds” e caçadas com cães. Eu também adoto animais da minha clínica e distribuo livros veganos. Eu acredito que não basta só cuidar, é preciso agir!
6 – Você tem alguma dica sobre como nós podemos proteger a saúde de nossos animais?
Procure um veterinário vegano (…) ele sempre verá o interesse do animal e de coração. Dê muito amor ao seu amigo, faça exercícios e dê comida fresca. Aprenda sobre suas doenças e problemas. Tutores bem educados têm animais saudáveis.
7 – Se você tivesse uma mensagem para o mundo sobre como devemos nos comportar em relação aos animais, qual seria?
Isso é bem difícil, pois eu tenho muitas mensagens. Eu acho que os animais gostariam que a gente soubesse que eles são muito mais inteligentes e conscientes do que nós nos damos conta (…) que eles sentem dor emocional no mesmo nível que nós. Separar um bezerro de sua mãe a machuca tão profundamente como quando um bebê é tirado de sua mãe humana.
Encaminhar o gado para matadouros gera tanto medo e horror da mesma forma que humanos sentiram quando foram levados para campos de concentração e encaminhados para os “banhos da morte”. Não é sobre superioridade e quem é mais inteligente; é sobre seres sencientes experimentando dor e sofrimento. Eu testemunhei o sofrimento dos animais da indústria pecuária (…) é real e horrível. Qualquer veterinário que nos diz o contrário é um mentiroso ou distorceu a sua visão de sofrimento e assassinato.
8 – Tem algo mais a comentar?
Eu ainda não encontrei uma pessoa que tenha se tornado vegana porque não gostava do gosto de carne. É realmente deprimente se você valoriza mais as suas percepções, moda e diversão do que o sofrimento e as vidas dos animais. É assim muito simples. Como veterinário que salva as vidas dos animais todos os dias, a verdade é que você pode salvar mais vidas do que eu nunca pude, simplesmente tornando-se vegano (…), sem diploma requerido! A ironia de tudo isso, dos humanos matando animais, é que ultimamente, o consumo que fazemos deles é o que nos está matando.
Randall Cannon participa de ações
para sensibilizar as pessoas sobre os direitos animais 
fonte: Vegans Are Cool
via ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Dizy Ayala
Ação pelos Direitos dos Animais
 




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